O Verão

Antigamente, a entrada de uma nova estação simbolizava toda uma mudança na forma de viver o dia e de organizar tarefas. O povo vivia do que a Terra lhe dava, com as condições possíveis à epoca, e por isso tinha que se adaptar.

Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, essa mudança da forma de viver foi sendo cada vez menor, graças a acessibilidades como o ar condicionado, por exemplo, ou a concessão de praias, se formos a olhar ao aspecto do lazer. Porém, a mudança da Estação ainda traz algumas vicissitudes que o evoluir dos tempos não conseguiu apagar, para o bem da saúde do nosso Planeta e de nós próprios, que assim vivemos ao ritmo da Terra, sabendo o que esperar e ambicionar. Hoje é Verão!

Cores da hora dourada, num dia de Verão. Em plano a Serra d'Opa.
Cores de fim de um dia de Verão

O Verão traz calor, traz praia e amor. O Verão pede férias, ou uma pausa para refresco! O Verão é seco, é quente, chega a ser violento.

Sabemos que quando chega o Verão os dias aumentam, logo temos mais sol e naturalmente um mais alegre estado de espírito. Estar na rua até mais tarde torna-se mais confortável e mais desejado até, aproveitando a hora dourada no bar, com os amigos, ou aquela noite quente com a paixão desta Estação.

O ar fica mais pesado, logo cansamo-nos mais depressa e saturamos nas actividades que até então nos mantinham vivos. Suar já não é confortável, correr é pouco viável e conduzir…depende do automóvel! Tem de ter ar condicionado, ou boa ventilação.

Na rua, a presença representa uma busca pela sombra e onde não a há, a saída não se dá. Quem nunca foi ao Interior numa tarde de Verão descobrir uma localidade deserta, apagada de circulação, para logo de noite descobrir todo um reboliço e agitação?

E a fruta, que se torna a fiel refeição do Verão? O feio doce do figo, o simpático veludo do pêssego, o pesado alívio da melancia, o consolo refrescante do melão, a saudável presença dos silvestres e até aquele belo tomatinho que tanto ornamenta o nosso prato, surgem como emigrantes às nossas vidas para as animar e delas matarmos saudades!

Caixa com figos, colhidos pouco antes. Maduros e doces.
Caixa com figos

Sabemos que tudo o que arde, também se apaga. Sabemos que depois do Verão, as cores escurecerão. Sabemos que o verde erguido caducará, mas não sem antes nos encher de esperança de que logo que o ciclo se complete, outro Verão virá, com todas as suas tempestades e posteriores bonanças.

Vivamos agora, neste Verão de ocasião.

Deixa aqui o teu comentário