Memento

Foi na noite já longa
que o menino sonhou
com o primeiro homem
que não mais acordou.

Chorou, gritou
até que a sua mãe o acudiu,
pois ele não compreendia
porque o homem sumiu.

Foram vários os episódios
em profunda reflexão.
Ó dom maldito
de pensar em vão!

Começa no peito,
afasta ao estômago
este nó que ele sabe que…
Não pode ser desfeito.

O adulto de hoje em dia
com o coração atado,
ainda não compreendeu
porque a morte o persegue,
se ainda não morreu.


3 thoughts on “Memento”

  1. Um poema interessante. Como refere a Amélia Gameiro, não muito intelegível. Porém, introspectivo como se revela, jogando com a fIlosofia semântica e dando asas à imaginação, no seu jogo de palavras o autor conseguiu prender a minha atenção. Aparentemente superficial, subentende-se uma profundidade de pensamento e de expressão emanente na veia do seu autor.

    1. Obrigado José. Este foi de facto muito pessoal e bastante abstrato para quem não está por perto. Pelo comentário, vejo que a ideia passou bem. Obrigado pelo comentário!

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