Verão ’18 – Parte 3

Para esta 3ª parte, mais uma vez, tudo faz sentido apenas depois de ler a parte 1 e a parte 2. Lê, tenta rever-te nesta experiência e vê o primeiro vídeo. Também ele é importante para o contexto do vídeo final! Disfruta.

…Passado um 6º dia de descontração, mergulhos, sestas à sombra (não digam a ninguém que reagi mal a 5 cervejas e tive um severo síndrome do helicóptero na espreguiçadeira da praia antes de adormecer) e um estado anímico invulgarmente empático entre todos, mas ainda de alguma saturação de grupo, entramos no 7º dia em modo regresso a casa.

Tínhamos alvorada marcada para as 7:30 mas só conseguimos sair da cama pelas 9h. Parámos, refletimos, tomámos duches e logo concluímos o óbvio: estamos (F)lixados!

A meteorologia decidira presentear-nos com o derradeiro desafio: “o dia mais quente de sempre”. Não que o anterior prometido não tivesse sido recordista, mas qual Michael Phelps, também S.Pedro quando bate um record, fá-lo pelo menos mais uma vez seguida!

Pequeno almoço tomado, eu e a Marta temos um alargado calendário a cumprir (e também uma grande vontade de aterrar no sofá de casa), pelo que a decisão é rumar a Lisboa os dois…pela torreira do sol.

A Mónica e o Bruno tomaram a sensata decisão de regressar ao Carvoeiro para viver todas as horas de luz solar deste 7º dia…e que decisão!

Hoje, escrevo ciente de que nunca sofri tanto em cima de uma mota, e custa-me lembrar de uma ocasião em que tenha feito semelhante sacrifício na vida: O calor apela aos instintos mais básicos do corpo para tirar o casaco, a t-shirt, as calças…mas a cabeça tem de ser forte, regada a água gelada, e logo mandar regar o resto, apelando à segurança para que se tolere um sol que, ao mais pequeno vislumbre de pele humana faz questão de queimar e mostrar a importância de usar protetor solar nesta altura do ano – Protetor esse que ficou esquecido em casa. A mota, pela primeira vez, mostra ser dona de uns impressionantes 24 anos e emana o calor que não consegue igualmente aguentar diretamente para os meus tornozelos, desprotegidos pelo intervalo entre o fim das calças e o início das meias e ténis. Queimou, como o delicioso caracol sendo confecionado para que os “cornos” fiquem de fora.

A Marta, em nova prova de amor, mas acima de tudo, de determinação, bravura e coesão, aguentou esta viagem até ao fim, com espírito motard: reconhecendo a adversidade, mas seguindo em frente!

A cada 50km uma estação de serviço, e um bom banho! Foi essa a nossa estratégia, e chegámos ao fim!

Que alívio! Que experiência. Que não se repita, não assim.

Sem imagens. Lê, imagina, visualiza-te. Vê o vídeo e experimenta seguir a minha página de Instagram, que ainda tem as histórias das férias nos Destaques. Bem haja!

5 thoughts on “Verão ’18 – Parte 3”

  1. Paisagens e praias fluviais maravilhosas e só por isso valeu a pena todas as dores que sofreram 🙂

  2. Fiquei com vontade de percorrer essa rota (mas com menos calor 😥) Excelentes crónicas e óptimos . Obrigado

    1. Obrigado eu! É possível fazer um excelente passeio só pelo centro de Portugal, sem grandes tiradas de km. Quando quiser eu partilho mais dicas, tantas quanto possa

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