Adventure Country Tracks (ACT) Portugal – O primeiro cheirinho

Constatação do óbvio: Não estou preparado! Assim começou a semana de véspera de uma saída em Fim de Semana, cujo objetivo seria percorrer o ACT Portugal do Montijo ao Algarve em 3 dias.

Escrevo este post com uma certa nostalgia: Estou vendedor da minha mota – que levei neste fim de semana – e escrevo de memória acerca de um evento que se passou há quase dois anos! Que bom é recordar e, espero, que bom será repetir fins de semana destes muito mais vezes com a próxima mota!

O início foi de dúvida: A mota é estradista, uma Honda NC700x – mas que mota! Pneus para fora de estrada (offroad) são todos incompatíveis à excepção dos Continental TKC 80 e um ou outro modelo para a roda de trás – E agora!? A suspensão é de curto curso – Tantas vezes a senti bater no fundo! Eu sou um “piloto” cuja experiência offroad se resume a BTT, mas tenho aquilo a que se chama “tomates de aço” (vá, às vezes posso ser um pouco calão)! Não tinha equipamento algum para offroad para além de capacete e umas caneleiras emprestadas, e por esse motivo fui para o fim de semana com este aspeto:

Caneleiras Offroad
Equipamento Offroad amador, nível máximo

Consegui no OLX, graças à pesquisa atenta do nosso “Presidente” encontrar uns Heidenau k60 usados, que prontamente comprei e instalei na minha roda traseira, ficando a dianteira sujeita ao meu fantástico Michelin Pilot Road 4, que é o melhor pneu de sempre (por ser blogger não tenho direito a uns patrocínios?)! E segui viagem assim, com a mala presa ao banco de trás com cordas compradas no Chinês que acusaram naturalmente o desgaste e foram cedendo à turbulência e atrito:

Sujidade Honda
Equipada e suja

O trajeto, esse, foi de um desafio, descoberta e satisfação crescentes! Calor e poeira marcaram o primeiro dia, em que fizemos metade da distância planeada. Jantámos numa aldeia de nome Ciborro e seguimos em alcatrão até Avis, onde o Grupo “Motards de Avis” nos recebeu com as tão ambicionadas Minis. Conversa puxa conversa, que foi interrompida pelo desejo de descanso. Tentámos descobrir a barragem mas fomos vencidos pela noite escura, e montámos acampamento no terreno lavrado de um qualquer Alentejano que, soubesse ele que ali estávamos, nos teria avisado que a barragem era já ali. As nossas costas agradeceriam.

Alvorada, levanta a tenda, visita a barragem (que estava a 500m) e faz à estrada (ou fora dela)! O caminho foi desde Avis até Mourão, e se por esta altura alguém ainda acreditar que cumprimos a descida até ao Algarve, eu desfaço já a dúvida: Não fomos além daqui. A diversão imperou neste dia, pois o tempo em fora de estrada fez subir a confiança. Eu tive direito à primeira queda valente (valeu um seletor de mudanças torcido) e o grupo teve direito à sua maior experiência de Team Building: O Oásis! Aquela cerveja fria no meio da paisagem seca e poeirenta, quando as garrafas de água jaziam no meio de um qualquer trilho que fizéramos.

Termina o percurso na praia fluvial de Mourão e, para quem não conhece, eu informo que é proibido pernoitar. Mais proibido é entrar com motas para a praia. Igualmente proibido é estacioná-las na relva. A praia não permite nudismo. Este desfecho fica à imaginação de quem lê, pois eu prefiro despedir-me com uma foto e um desejo: Criar mais memórias!

Deixa aqui o teu comentário